Brasil é o terceiro país em crimes cibernéticos
Houve um considerável aumento de ataques via internet em 2006. Em suas artimanhas ao longo do ano passado, os criminosos cibernéticos utilizaram nada menos do que 207.684 programas maliciosos de computador - conhecidos no jargão da internet como malware - sendo que 41.536 deles eram novos. E o Brasil foi uma das principais fontes dessas armas: nada menos do que 14,52% dos softwares usados de forma nociva na rede mundial de computadores foram criados e produzidos por brasileiros.
Com isso, o Brasil se tornou o terceiro maior disseminador de malware do mundo. Fica atrás apenas dos Estados Unidos (35%) e da China (30%). Logo abaixo do Brasil no ranking, que acaba de ser produzido pela Sophos - uma empresa de segurança de informática com sede em Massachussets - está a Rússia, com um índice bem menor: 4,1%. Apesar disso, piratas cibernéticos, piratas cibernéticos brasileiros e russos têm algo em comum: a maioria dos programas maliciosos produzidos por eles tem como objetivo o roubo de identidades e senhas de pessoas e empresas que realizam transações bancárias online. Essas informações são vendidas a terceiros, que aplicam golpes na praça - geralmente zerando o saldo de suas vítimas, através de transferências bancárias eletrônicas fraudulentas.
O movimento do dinheiro é feito de forma legal, mas utilizando meios ilegais: o roubo da identidade. "A maioria dos códigos maliciosos produzidos no Brasil tem a forma de trojans, criados para roubar senhas bancárias através da inserção de campos de senhas falsos, nos sites dos bancos - disse Ron O'Brien, analista sênior da Sophos.
Trojan são programas que parecem úteis, mas contém um código daninho, que captura senhas e, geralmente, é destinado a roubar informações pessoais e comerciais. As vítimas escrevem o número de sua conta e sua senha nos espaços falsos criados pelos trojans perdem o controle de sua conta: "Essa tática deriva, em parte, do número relativamente pequeno de bancos no Brasil. Isso se torna mais fácil, com maior probabilidade, supor, adivinhar, o tipo de conta que possui uma vítima potencial", completou O' Brien.
Fonte: O Globo - 17/7/2007
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