Fenaseg quer empresas mais ativas contra as fraudes.
A fraude é uma questão que, hoje, atormenta o mercado de seguros e combatê-la é uma das prioridades nas ações da Federação Nacional das Seguradoras (Fenaseg). Mas há pela frente duas grandes dificuldades a vencer, para que surjam resultados mais expressivos. Uma delas, é a falta de colaboração das próprias seguradoras. A outra é cultural, porque há grande tolerância e propensão à fraude enraizada no segurado. As duas barreiras existem, segundo avaliou o diretor de Proteção ao Seguro da Fenaseg, Neival Rodrigues Freitas.
Ele revelou que novo estudo será realizado em breve e a intenção agora é convidar 92% do mercado. "Esperamos que pelo menos, 80% participem com respostas válidas", enfatizou Neival Freitas.
A preocupação não é à toa. Afinal os prejuízos provocados por atos dolosos foram de R$2,3 bilhões a R$3,4 bilhões só no ano passado. As contas expressam os percentuais publicados no plano setorial da Fenaseg concluído em 2004. Segundo o documento, de 10% a 15% dos sinistros pagos pelas seguradoras embutem algum tipo de fraude. Os seguros de vida, automóvel e saúde são os mais vulneráveis às ações dos fundadores.
A Fenaseg vai realizar ampla campanha constitucional de esclarecimento à população. A entidade pretende ampliar o Disque-Fraude em Seguros, programa já instalado na região sudeste, com previsão de expansão para outras regiões. "Pretendemos adotar um único numero o 181, para denúncias em todo o país", explicou Neival Freitas. Além disso a Fenaseg vem promovendo uma série de ações, como palestras em diferentes regiões para tratar do assunto.
Fonte: Assessoria de Imprenssa - 1/8/2006
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