Aproveitadores registram marcas e domínios virtuais em outros países.
O destaque que muitas empresas conquistaram no exterior ajudou a melhorar o saldo da balança comercial, mas há um lado negativo. Essas empresas têm sido alvo dos mais diversos tipos de pirataria. A estratégia dos aproveitadores é registrar marcas nacionais em outros países impedindo que empresários brasileiros vendam seus produtos para esses mercados.
No caso da pirataria com marcas, um dos casos mais famosos é o da fabrica de biquínis Salinas, que ficou cerca de quatro anos sem poder vender para o México, porque seu nome já era registrado naquele mercado. E os piratas vendiam as roupas como se fossem da Salinas.
Marcas como Osklen e Taco estão pirateadas na Argentina, Minasgás e Flamengo, foram pirateadas no Paraguai; Sandpiper no Chile e Salinas no México.
Não existe como se proteger totalmente. A única medida que as empresas podem adotar é registrar rapidamente suas marcas nos mercados em que querem atuar - alertou o presidente da Associação Brasileira da Propriedade Intelectual, Gustavo Leonardos.
Fonte: Jornal O Globo - 10/7/2006
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